Manifestantes fazem “tribuna livre” contra o aumento do IPTU em frente à Câmara



Postado em: 12/02/2014


 

 

"Personagem" também protestou contra o aumento do IPTU

São Sebastião-11/02/2014 - Mais uma manifestação contra o aumento do IPTU em São Sebastião ocorreu nesta terça-feira (11/2), no horário da sessão de Câmara. Ao contrário da semana passada, quando um grupo acabou interrompendo os trabalhos legislativos, o movimento denominado IPTU sem abuso, optou por criar uma “tribuna livre”, no pátio da Igreja, em frente à Câmara. No final da sessão, uma representante do grupo fez uso da tribuna livre.
 A “tribuna livre” tinha púlpito e as bandeiras do Brasil, do Estado e do Município. O som utilizado era o do carro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Aliás, o presidente do Sindicato, Ivan Moreira da Silva, abriu os trabalhos, informando que estavam sendo colhidas assinaturas para um abaixo assinado para a revogação do aumento do IPTU e convidava as pessoas a usarem o microfone.
 Várias pessoas, entre populares e líderes do movimento, falaram sobre o assunto e continuidade do movimento. A manifestação era acompanhada por Guardas Civis Municipais.
 O movimento mais tenso se deu quando um rapaz, com o rosto coberto, chegou ao local e com tinta spray começou a escrever em um papelão. Imediatamente, os GCMs foram abordá-lo, pedindo um documento de identificação, que foi entregue. Essa situação causou uma certa tensão, mas foi logo contornada.

GCM aborda rapaz com rosto coberto


Na sessão
Depois de terminada a sessão, uma das representantes do movimento, Fabiana Medioli, usou a tribuna livre da Câmara, onde leu um texto abordando o assunto. Inicialmente, ela falou de “um abandono geral” em várias áreas: saúde, segurança, mobilidade urbana e meio ambiente, entre outras. Citou obras não terminadas e outras atrasadas.
“Diante disso tudo, acordamos com um aumento de IPTU assustador,  que chega a até 700% e em momento algum houve consulta à população, fundamental numa democracia”.
Ela citou ainda a taxa de lixo e questionou: “Por que também cresceu tanto? Como foi feita a forma de calculo para chegar a esse valor? A Câmara deveria receber, trimestralmente, a conta do lixo, exigência da lei municipal 1771/2005 e analisar os custos antes de concordar com esse abuso”. Fabiana encerrou a fala, questionando como os munícipes pagarão esse IPTU, se não tiveram esse acréscimo em seus salários. “Pedimos que os senhores vereadores e o prefeito justifiquem e revejam esses valores”.
Uma nova reunião com o presidente da Câmara, Marcos Tenório (PSC), está marcada para sexta-feira (14/2) para discutir o assunto.

Tribuna livre e abaixo assinado em frente à Câmara



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