Divulgação/PMU

Maré vermelha suspende cultivo e comercialização de mariscos em Ubatuba



Postado em: 13/03/2022


Após laudo técnico da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) detectar grande concentração de microalgas potencialmente tóxicas em praias de Ubatuba, fenômeno conhecido como "maré vermelha", a Secretaria Municipal de Pesca e Agricultura suspendeu a extração de moluscos bivalves, incluindo mariscos, do meio natural ou de cultivo, bem como a sua comercialização.

De acordo com o diretor de Gestão de Meios Produtivos da secretaria, Leonardo Moraes, a suspensão ficará em vigor até que novas análises apontem a eliminação das algas tóxicas na região. Segundo o diretor, a suspeita de maré vermelha se deu após a identificação de casos de pessoas que passaram mal após ingerir mariscos na cidade. "Suspeitamos dos casos e solicitamos um laudo da Cetesb que verificou a ocorrência das microalgas tóxicas na Praia do Itaguá, conhecidas cientificamente por Dinophysis acuminata. Foram registrados 11 mil organismos/L, índice muito superior ao estabelecido no nosso plano de contingência", analisou Moraes.

O diretor explicou ainda como ocorre a "maré vermelha". "É um fenômeno natural que ocorre no mar quando tem excesso de nutrientes e condições ambientais favoráveis, causando um bloom, uma reprodução desenfreada de microalgas, vistas apenas por microscópio, e algumas delas tóxicas. Chamamos de maré vermelha porque geralmente formam uma mancha vermelha no mar, mas desta vez isso não ocorreu e foi difícil identificar mesmo com monitoramento constante. Uma das explicações para o fenômeno pode ter sido o excesso de pessoas no litoral, com a temporada de verão e o último feriado de Carnaval, que infelizmente resulta em mais esgoto do mar, que por sua vez aumenta os nutrientes na água podendo ocasionar nesse bloom de microalgas".  

Moraes esclarece ainda que o banho de mar não está proibido, a não ser nas praias que apresentem bandeira vermelha, e que o risco maior para o ser humano está na ingestão de moluscos bivalves, pois como são filtradores de água e acabam acumulando as toxinas podem causar problemas estomacais e intestinais, como vômito e diarreia, e até problemas mais graves afetando o sistema nervoso.



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