Marcos Bonello/PMSS

São Sebastião e a tradição de suas lendas caiçaras



Postado em: 04/03/2024


São Sebastião é uma cidade rica em lendas características do folclore caiçara. Muitas delas são conhecidas de grande parte da população e contadas ao longo dos anos.

Mas o que é uma lenda? É a narrativa transmitida oralmente pelas pessoas, visando explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais, misturando fatos reais, com imaginários ou fantasiosos, e que vão se modificando por meio da imaginação popular. A palavra lenda vem do latim medieval que quer dizer “aquilo que deve ser lido”.

São Sebastião tem muitas lendas conhecidas, como a do “Santo que Pecou”, “A Lenda do Amor”, “Gruta do Bicho”, “A Moça do Rio Boiçucanga”, “O Lobisomem do Bairro de São Francisco” e da “Estrada Dória”, entre muitas outras.

Uma das mais conhecidas é a Lenda do Santo que Pecou. Em São Sebastião, morava um homem que se chamava Benedito Lopes. Este caiçara era temido por todos, principalmente quando bebia, ficava agressivo, brigava com todo mundo e sempre que passava em frente à Igreja, ele insultava São Sebastião com palavrões.

O padre, preocupado, dava constantes conselhos a Benedito. Explicava que São Sebastião, um dia, poderia castigá-lo. Esse não escutava o conselho.

Certo dia, Benedito foi encontrado morto na frente da Igreja. Quem poderia ter assassinado um homem tão temido? Esta coragem só teria São Sebastião. O Santo foi acusado pela população de assassinato e foi a julgamento. Depois de dois dias de julgamento e prestar depoimento, o Santo foi acusado e penalizado à prisão por cinco anos. Durante cinco anos, o Santo ficou preso na cadeia local e só saía para as procissões e, assim mesmo, escoltado por policiais. Após ter cumprido sua penalidade, voltou à Igreja de São Gonçalo.

Esta lenda virou um filme do cineasta Cláudio Cunha, que foi rodado no próprio município, em 1975, um acontecimento àquela época.

O livro “Mitos e Lendas de São Sebastião” foi publicado na década de 90 pela Prefeitura de São Sebastião, com muitas destas histórias. Coordenado pela professora Patrícia Viviani, o critério utilizado foi de que pelo menos quatro pessoas contassem a mesma história, esta seria considerada lenda.



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