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Sem sala mesmo com decisão judicial, vice-prefeito de Ubatuba atende população em tenda no calçadão



Postado em: 10/01/2022


O vice-prefeito de Ubatuba, Márcio Gonçalves Maciel, o Marcinho da Aciu, começou a atender a população nesta segunda-feira (10) em uma tenda montada no Calçadão, no centro da cidade. A medida ocorre após a troca da fechadura de sua sala, há uma semana e ter obtido uma liminar para recuperar o espaço.

Marcinho afirmou que é público e notório a perseguição política que está sofrendo. “Mesmo eu conseguindo ordem judicial até o momento não tenho acesso ao meu gabinete. Há dois dias a prefeita não aparece na Prefeitura. Qual o motivo? Não ser notificada pelo oficial de justiça?”, indagou.

Ele afirmou que, enquanto não tiver acesso ao seu gabinete, estará atendendo aos cidadãos em uma tenda montada no calçadão do centro, das 9h às 14h, de segunda a sexta-feira. “Trata-se de um triste capítulo para o cenário político local, mas, não deixarei me abater e continuarei com o propósito que eu sempre tive e para o qual fui eleito democraticamente, ou seja, trabalhar para o bem estar da população local e melhoria da cidade”.

Em suas redes sociais, ele agradeceu a todos pela compreensão e pelos votos de carinho que recebeu nos últimos dias.

Rompimento

No último dia 3, o vice-prefeito fez um Boletim de Ocorrência por exercício arbitrário das próprias razões contra a prefeita Flávia Pascoal (PL), após não conseguir entrar em sua sala, que teve a fechadura trocada.

Em depoimento ao portal LN 21, ele disse que, como de costume, chegou à Prefeitura por volta das 8h10, mas não conseguiu entrar na sua sala, que teve a fechadura trocada. O vice-prefeito afirmou que foi conversar com o chefe de Gabinete, Alexandre Augusto Ferrazzo Pastro, que teria afirmado que foi uma determinação da prefeita.

 “Acho que a prefeita não sabe que nós dois fomos eleitos e não só ela. Gostaria de um pouco de respeito. Podemos não nos falar, mas tem de haver respeito. Agora vamos resolver na Justiça”.

No dia seguinte, Marcinho obteve uma liminar que lhe garantia acesso à sala até o julgamento do mérito. A decisão dava o prazo de 24 horas para o cumprimento da decisão, o que não ocorreu.

Na sexta-feira (7), o vice-prefeito fez um novo Boletim de Ocorrência contra Flávia, alegando que, apesar da liminar concedida, até o momento não conseguiu entrar na sua sala, que continua trancada.

Flavia foi eleita com 14.227 votos contra 13.466 do então prefeito Délcio Sato, com uma diferença de apenas 761 votos.



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