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Justiça bloqueia bens de ex-prefeito da Ilha por contratar empresa de som sem licitação; Márcio Tenório nega irregularidade e afirma que vai recorrer



Postado em: 20/07/2021


O juiz Gilberto Alaby Soubihe Filho, da Comarca de Ilhabela, determinou no último dia 15 de julho o bloqueio de bens do ex-prefeito Márcio Tenório até o valor de R$ 1,8 milhão e uma multa de R$ 169 mil pela contratação sem licitação de empresa de sonorização e iluminação para eventos na cidade. A decisão em caráter liminar atende ação impetrada pela própria procuradoria municipal. Em nota, Márcio Tenório negou irregularidades, disse que não foi notificado e que irá recorrer. 

Conforme a decisão, a prefeitura à época justificava caráter de urgência para a contratação sem licitação. Além do ex-prefeito, também são réus no processo três ex-secretários municipais e o proprietário da empresa de sonorização. No último dia 8, um outro bloqueio de bens já havia sido determinado pela justiça contra o ex-prefeito por conta de uma desapropriação de imóvel. Esta ação foi impetrada pelo Ministério Público, que contesta o valor pago pela prefeitura e aponta superfaturamento.

O Radar Litoral entrou em contato nesta manhã de terça-feira (20/7) com o ex-prefeito Márcio Tenório. Em nota, ele negou irregularidade e disse que ainda não foi notificado e irá recorrer da decisão. "Ainda não fui notificado.  Tão logo seja, apresentaremos nossa defesa. Quero deixar bem claro que não tenho bens para serem bloqueados e o único bem bloqueado foi minha conta salário, que a utilizo para minha sobrevivência e de minha família. Como sempre fiz e continuo fazendo, me pauto pela verdade e transparência. Confio na Justiça e tenho tranquilidade quanto aos desdobramentos deste processo. Trata-se de uma decisão liminar de 1ª instância, que respeito, porém não concordo", disse o ex-prefeito.

Ainda na nota, Tenório reafirma que não houve irregularidades. "Sempre trilhei pela legalidade e pelo interesse público, e tudo será esclarecido após oportunidade que terei para me defender. Além disso, ressalto, que a minha cassação à época, de forma descabida e politiqueira, proferida em julgamento político pela Câmara Municipal de Ilhabela, foi anulada pelo TJ-SP, prevalecendo a Justiça, mantendo todos os meus direitos políticos, assim como meu direito de voltar a trabalhar e servir a população de Ilhabela. Tenho ganho um a um todo os processos politiqueiros que quiseram me envolver, vou mostrar a população  a verdade", encerrou.



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