Ricardo Faustino/PMSS

Feira do Verde em Boiçucanga agrada e recebe elogios dos visitantes



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A 1ª Feira do Verde realizada nos dias 9 e 10 deste mês em Boiçucanga, na Costa Sul de São Sebastião, agradou e recebeu muitos elogios dos visitantes. Com apoio da Prefeitura, o evento com enfoque na Cultura Caiçara atraiu mais de 400 pessoas. "Todos elogiaram a organização, decoração e preços acessíveis. Muitos, inclusive, sugeriram a realização da feira em outros bairros da região", comentou a idealizadora e jornalista Sílvia Regina do Amparo.

No local, além da exposição e comercialização de plantas ornamentais, flores e árvores frutíferas, os participantes também puderam aprender com nativas de Cambury a preparar remédios caseiros e tipos de chá com as ervas medicinais.

Aliás, o principal objetivo da iniciativa foi o de mostrar a importância que as ervas tinham para os caiçaras num tempo em que não havia recursos médicos na região. "Muitos visitantes fizeram perguntas e se interessaram pela maneira como os antigos tratavam as doenças", revelou outra organizadora da feira, a aposentada Lavínia de Matos. A tosse e a gripe, por exemplo, eram combatidas com o xarope das folhas de guaco, limão, hortelã ou de laranja.

Criações

Quem prestigiou o evento também gostou da apresentação de algumas criações. Uma delas é a jardineira feita com a garrafa pet. "A feira é uma ótima iniciativa para mostrar ideias. Achei bem interessante a jardineira. Temos que incentivar esse tipo de atividade, fundamental para a sustentabilidade. Eventos assim são oportunidades para a expansão de negócios", acredita Liliana Andrade Gomes, 51, professora e moradora em São Paulo, com casa em Boiçucanga há 26 anos.

Para o operário Marcelo Cavalheiro Mendes, 41, iniciativas dessa natureza, que valorizam a flora, o artesanato e cultura em geral são gratificantes. "Isso fortalece a preservação e também estimula as pessoas a terem mais plantas em suas casas", falou Mendes, que reside em Mogi das Cruzes e também é membro da Ong Ambrava (Associação Ecológica Ambiental Praia Brava). "O evento é bacana porque ajuda da divulgar o nome da cidade, que está em uma área bem preservada da Mata Atlântica e tem belíssimas praias", acrescentou. "Não é só de balada que o turista precisa e a região oferece outras opções a serem exploradas", concluiu.

A terapeuta holística e educadora física, Sandra Moreira, 40, estava encantada com as espécies à disposição no espaço. "Amei porque gosto muito de plantas e acho que as pessoas deveriam se interessar mais pelo verde", declarou Sandra, moradora em São Paulo, capital, que levou uma muda de uvas verdes sem sementes. "É muito gostoso colher a fruta fresquinha diretamente do pé em sua casa".

Sonho

De acordo com a jornalista Sílvia, a feira no geral foi ótima e atendeu a expectativa. "Eu realizei um antigo sonho porque adoro plantas, flores e ervas medicinais por entender um pouco do assunto. Acho que fiz minha parte como caiçara e preservadora da nossa cultura. Muitos moradores do lugar reclamam que a cultura está abandonada, mas pouco fazem para manter a tradição", avaliou.

Poucos caiçaras, segundo ela, prestigiaram ao evento. A maioria dos visitantes foi de turistas hospedados em pousadas e hotéis, além dos veranistas.

A jornalista diz que a organização pretende realizar mais feiras do verde, além de outros para fomentar o turismo na região.

O evento também teve a colaboração da Regional Boiçucanga, divisão ligada à Seadre (Secretaria das Administrações Regionais); da Guarda Patrimonial, vinculada à Segur (Secretaria de Segurança Urbana); da rádio comunitária Costa Sul FM; de voluntários e do comércio local, como a empresa Comunicação Visual.



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