Delegado da PF afirma que documentos e equipamentos apreendidos em São Sebastião foram encaminhados para a capital



Postado em: 09/05/2018


O delegado da Polícia Federal em São Sebastião, Carlos Roberto de Almeida, disse que os processos e equipamentos apreendidos na manhã desta quarta-feira (9), na Prefeitura, dentro da “Operação Prato Feito”, foram encaminhados para São Paulo. A declaração foi feita nesta tarde durante entrevista ao Radar Litoral na sede da PF.

Almeida afirmou que foram apreendidos processos administrativos e computadores na Prefeitura de São Sebastião, que foram levados para São Paulo, onde corre o inquérito. São processos a partir de 2016 e dizem respeito à merenda e material escolar.

Também foram apreendidos o celular e o notebook de um assessor do prefeito Felipe Augusto. Este assessor, que prestou depoimento na sede da PF, foi flagrado em escuta telefônica de 30 de novembro de 2016, intermediando facilidades para uma empresa para fornecimento de merenda na futura gestão. Um depósito de R$ 10 mil teria sido feito na conta da mãe do intermediário.

“Todo o material apreendido foi encaminhado para São Paulo, que é onde corre o inquérito que resultou na operação”, afirmou o delegado.

“Operação Prato Feito”

A operação foi deflagrada nesta quarta-feira, em parceria com a Controladoria Geral da União, para desarticular cinco grupos criminosos suspeitos de desviar recursos da União destinados à educação em municípios dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

Foram cumpridos 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e decisões de suspensão de contratação com o poder público referentes a 29 empresas e seus sócios. Todas as medidas foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo e pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O inquérito policial foi instaurado em 2015, a partir de informação apresentada pelo Tribunal de Contas da União relatando possíveis fraudes em licitações de fornecimento de merenda escolar em diversos municípios paulistas. As investigações apuraram que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios, contatando prefeituras por meio de lobistas, para direcionar licitações de fornecimento de recursos federais para a educação destinados ao fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.



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