Delegado da Capitania afirma que insatisfação na travessia é por falta de informação sobre as normas de segurança



Postado em: 27/02/2014


 

Foto: Radar Litoral

São Sebastião-27/02/2014 - O delegado da Capitania dos Portos em São Sebastião, capitão de fragata Marcelo Sá, disse que respeita as manifestações que ocorreram no início da semana na travessia, pois isso faz parte da democracia, mas a questão da segurança é prioridade. “A insatisfação das pessoas se deve à falta de informação sobre os riscos que correm quando as normas de segurança não são cumpridas”.

Em entrevista ao portal RADAR LITORAL, o delegado explicou que, quando uma embarcação é construída, é feito um laudo por um engenheiro naval, com todos os detalhes, inclusive o número de passageiros, levando-se em conta, entre outros itens, o espaço útil abrigável, o material de salvatagem e a estabilidade.

“À Marinha, cabe tão somente fazer cumprir a capacidade estabelecida para salvaguardar a segurança humana e a segurança da navegação. Nós checamos se o número de passageiros está dentro do limite previsto na documentação da embarcação”, afirmou o delegado.

Para o comandante Marcelo Sá, não se pode transformar um problema – atraso para chegada à faculdade – em dois problemas bem maiores, “que são aceitar o número maior de passageiros que o permitido e a possibilidade de um acidente de proporções graves”.

Em sua opinião, os problemas ocorreram pela conjunção de alguns fatores, necessidade de maior treinamento por parte da equipe da Dersa e esclarecimento e divulgação das medidas de segurança à população. O oficial, que recebeu uma comissão de manifestantes na segunda-feira à noite, disse que é louvável a reivindicação de seus direitos, pois é parte do processo democrático.

Sobre a decisão do comandante da balsa de não sair devido ao excesso de passageiros, Sá afirmou que foi a medida correta. “Caso navegasse com excesso de passageiros, contrariando as normas da Marinha, poderia ser punido”.

O delegado da Capitania dos Portos em São Sebastião afirmou que os usuários da travessia não têm uma grande preocupação com segurança, mas não é por culpa deles. “É que as pessoas não têm noção dos riscos existentes em uma travessia e que a atração é uma colisão controlada, que depende das condições dos ventos e do mar”.

Marcelo Sá acredita que algumas mudanças poderão surtir efeito imediato, como a Dersa fazer a contagem das pessoas antes da cancela e os usuários serem informados sobre as normas de segurança, “pois um dos fatores da insatisfação é a falta de informações”, concluiu.



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