Projeto Tecendo as Águas e escola estadual retomam parceria para "Educomunicação" em São Sebastião


Postado em: 16/02/2018

Representantes do "Tecendo as Águas", uma realização do Instituto Supereco, com o patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, e uma rede de parceiros como o Instituto Educa Brasil, Prefeitura de São Sebastião, Prefeitura de Caraguatatuba, CBH-LN (Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte), CEAG (Centro de Educação Ambiental de Guarulhos), Refresh Brasil e OBME (Organização Brasileira das Mulheres Empresárias), reuniram-se com a coordenação pedagógica da E.E. Profª Nair Ferreira das Neves, no bairro São Francisco, em São Sebastião, para o planejamento pedagógico da Oficina de Educomunicação, que volta a contemplar, no mês de março e durante dois anos letivos, os alunos da unidade escolar. Participaram do encontro a coordenadora geral do "Tecendo", Andrée de Ridder Vieira, o coordenador de educação ambiental do projeto, Bruno Reis Fonseca, o educomunicador e radialista, Carlinhos Paes, e o coordenador pedagógico da E. E. Nair, professor Joaquim Paulo da Silva.

Nessa segunda etapa da parceria, voltada especificamente para 40 estudantes do Ensino Médio e alguns membros comunitários, a educomunicação terá como temas prioritários os recursos hídricos continentais e marinhos e o protagonismo juvenil, utilizando o rádio, e ainda a produção para as mídias sociais (vídeo e texto). A ideia é despertar talentos para que cada participante descubra-se como comunicador e seja a voz de sua bacia hidrográfica e entorno.

A parceria com a Escola Estadual "Nair" vai ao encontro da proposta de fortalecimento do protagonismo juvenil dentro do ProEMI – Programa Ensino Médio Inovador, que integra as diretrizes do Plano Nacional de Educação. Ele tem como uma de suas metas o fortalecimento do sistema de ensino estadual, por meio de propostas curriculares inovadoras, dinâmicas e flexíveis que atendam às expectativas e necessidades do estudante e a demanda da sociedade atual.

Conforme explica Andrée Vieira, o projeto está priorizando o olhar sobre o endereço ecológico dos jovens e o seu grande interesse pelo mundo da internet. "O que esse território e essa região representam em termos de cultura e de meio ambiente, de águas, de floresta, dos recursos marinhos, de diversidade cultural e fragilidades sociais e ambientais para a comunidade? Como podemos criar essa rede pelo São Francisco, descobrindo talentos dos jovens para protagonizar a voz dessa bacia hidrográfica? Nossa proposta é trabalhar pedagogicamente os conteúdos ambientais e sua relação com as várias disciplinas da escola, dando sentido à educação para a vida e despertando nesses estudantes a observação sobre seu território para a produção de um material muito rico e de qualidade", ressalta a coordenadora geral do Tecendo as Águas.

O coordenador pedagógico da E. E. Nair Ferreira das Neves, Joaquim Paulo da Silva, agradeceu o retorno do "Tecendo" para a comunidade escolar. "Se cada aluno tiver uma mudança, será possível mudar o todo – esse é o papel da escola. Como projeto piloto realizado aqui na edição anterior, a educomunicação mostrou um impacto muito grande com relação à visão do aluno. Química, por exemplo, que era basicamente teoria, ganhou prática. Além disso, o projeto despertou diferentes potenciais. Nossos professores são ótimos, mas o algo a mais que faltava o Tecendo trouxe. O que motiva o meu aluno? O mercado de trabalho não tem apostila, não tem cartilha... O projeto vem somar e complementar o que a gente não estava conseguindo fazer, que é descobrir esses talentos. O litoral é um laboratório monstruoso para trabalhar a questão ambiental e o foco do novo ensino médio é direcionar o aluno para suas aptidões. Nossa escola está de portas escancaradas para o projeto Tecendo as Águas", finalizou.

Bruno Reis Fonseca, coordenador de educação ambiental do "Tecendo" destaca que além do projeto estar diretamente ligado aos objetivos do ProEMI, tem relação também com vários ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU (Organização das Nações Unidas), como a erradicação da pobreza, proteção do meio ambiente, entre outros. "Estamos trabalhando a política pública dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente, com a educação ambiental em sala de aula".

O radialista Carlinhos Paes, responsável pelas oficinas de educomunicação, desenvolve o projeto desde a primeira fase. "A ideia é despertar o olhar. Serão 20 encontros no período inverso ao de aula, acrescidos das tarefas a cada módulo, com a proposta de que os alunos trabalhem em equipe e gerem conteúdo para a www.radiosupereco.com, para os canais do Youtube e mídias sociais do Instituto Supereco. Vamos trazer o entrevistado para dentro da escola e temos certeza de que a partir de determinado momento, os alunos conseguirão fazer um programa ao vivo, dentro da unidade escolar. Sobre a primeira fase, que finalizamos em 2015, a experiência foi fundamental para que pudéssemos aperfeiçoar a metodologia. Vamos deixar um legado para esses participantes. A partir da décima aula é possível que nossos protagonistas já estejam produzindo e gerando conteúdo para as mídias sociais", ressaltou.

Sobre a realização da oficina, e o que se espera ao final do trabalho com os alunos, a coordenadora geral Andrée explica que a proposta não é simplesmente ensinar o aluno a usar as mídias sociais. "O Tecendo as  Águas propõe que a comunicação desperte e provoque o olhar crítico desses jovens para o local onde vivem e as possíveis transformações. Esperamos despertar essa sensibilidade e os talentos, como já fizemos em outras edições da Educomunicação, onde o Instituto Supereco foi uma das instituições brasileiras que mais gerou conteúdo para as mídias produzidos diretamente pelas comunidades".



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