Divulgação/PMI

Prefeitura de Ilhabela realiza ação para controlar ciclo do borrachudo


Postado em: 21/12/2017

A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Saúde e da Sucen, realizou na manhã desta quarta-feira (20),  a avaliação de incômodo causado pelo borrachudo em três bairros: Praia Grande (Sul), Perequê (Centro) e Praia de Santa Tereza (Norte).

O trabalho é realizado em 22 locais a cada 15 dias e serve para verificar e controlar o ciclo do borrachudo. “Ficamos 15 minutos em cada região com uma rede, capturamos os borrachudos e os colocamos dentro de um vidro fechado com álcool. Após, realizamos a contagem, anotamos e mensuramos”, explicou o supervisor da Sucen, Jair dos Santos Plácido.

O volume populacional do inseto na fase adulta aumentou consideravelmente nos últimos três meses devido a interrupção do ciclo larvário com a aplicação do BTI, que deixou de ser fornecido pelo Governo do Estado. Segundo os técnicos, somente a fêmea do borrachudo pica, e com o sangue coletado alimenta os ovos que chegam de 300 a 500 por postura. “As ações estão acontecendo e a equipe tem se empenhado todos os dias para que este incômodo cesse o mais rápido possível. Os agentes da Sucen entram na mata, em lugares de difícil acesso, para eliminarem as larvas, mas as condições do vento, calor e chuva, contribuem para a proliferação”, informou Mário Otávio de Carvalho, coordenador de Controle de Vetores de Ilhabela.

Segundo o prefeito Márcio Tenório, o desconforto que o inseto causa aumentou devido à falta do BTI (Bacillus Thuringiensis Israelensis). Ele reafirmou ainda, que o produto deixou de ser fornecido pelo Estado sem aviso prévio. “Tivemos que realizar duas compras emergenciais para adquirir o BTI depois que o Governo do Estado cortou o seu fornecimento. Abrimos o processo licitatório para a compra, mas foi preciso aguardar toda a burocracia administrativa. O produto é importado e apenas uma empresa no Brasil comercializa o inseticida, que foi entregue no início do mês de dezembro. Desde então, vem sendo aplicado nos mais de três mil pontos de controle”, explicou.

Após essa medida, a prefeitura intensificou a aplicação do BTI para que o ciclo de reprodução seja quebrado e controlado. Com isso, a expectativa é que, no máximo em 30 dias, este incômodo excessivo cesse. Mesmo assim, é preciso alguns cuidados, como o uso de repelentes, principalmente, em crianças alérgicas. “Estamos contando com a comunidade como agente fiscalizador e controlador. Vale destacar que, para evitar a proliferação do borrachudo, medidas como não lançar esgoto e lixos nos córregos e evitar o desmatamento às margens dos arroios, fazem a diferença”, destaca o secretário de Saúde, Marco Antônio Gênova.

Para suprir a demanda de um ano, a Prefeitura de Ilhabela adquiriu três mil litros do BTI.



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