Radar Litoral

São Sebastião tem mais de 50 pessoas em “situação de rua”; Secretária de Assistência Social aponta medidas adotadas pela Prefeitura


Postado em: 17/05/2017

O município de São Sebastião tem atualmente mais de 50 pessoas em “situação de rua”, conforme cadastro do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), da Secretaria Municipal de Assistência Social. Os chamados “moradores de rua” estão principalmente na região central da cidade. O Radar Litoral entrevistou a secretária de Assistência Social, Célia Silveira da Cruz, que falou sobre as medidas adotadas pela prefeitura.

Trata-se de uma questão social, mas que gera conflitos. Comerciantes entrevistados pela reportagem relatam que é comum ter pessoas em situação de rua durante a noite na frente de lojas, lanchonetes e bares que possuem coberturas frontais. Pela manhã, muitos acabam enfrentando a sujeira deixada no local. Todos são unânimes em dizer que a questão é social e que precisa de atenção.

Quiosque abandonado na orla da Rua da Praia é frequentado por moradores de rua e usuários de drogas

O antigo Banco do Brasil localizado na Avenida Guarda Mor e os quiosques fechados na orla da Rua da Praia, ambos no Centro, assim como a Praia do Deodato, na Topolândia, são pontos frequentados pelos moradores de rua. A imagem destes locais chama a atenção de quem passa. São pessoas com os mais variados problemas, desde os psicológicos até vícios com álcool e droga, de maneira, que os pedidos de esmola são constantes.

No caso da praia do Deodato, especificamente usuários de drogas. Na esquina da Rua Auta Pinder com a Avenida Guarda Mor Lobo Viana (esquina do Pão de Açúcar) é comum a presença de pessoas pedindo esmolas. 

Ações sociais

Em entrevista ao Radar Litoral, a secretária de Assistência Social, Célia Silveira Cruz, acompanhada pela coordenadora do Creas, Valéria da Costa, e do assistente social Jeová Gomes, responsável pelo cadastramento das pessoas em “situação de rua”, disse que entre 1º e 23 de fevereiro foi realizado o levantamento no qual 52 pessoas foram abordadas. Destas, 14 eram da própria cidade, 12 de Ilhabela e o restante eram migrantes. Neste levantamento, oito pessoas foram cadastradas na Costa Sul.

Na segunda abordagem feita entre março e abril, novamente 52 pessoas registradas, sendo que as 14 do município permaneceram. Diante deste perfil traçado, a Secretaria de Assistência Social tem promovido ações em parceria com o CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) e até mesmo junto à promotoria para internações compulsórias nos casos mais graves.

Também são feitos encaminhamentos para as cidades de origem após contato com a família. Dois idosos que estavam na Costa Sul foram para o Lar Vicentino.

A secretária Célia Silveira em entrevista ao Radar Litoral (Foto: Marcos Bonello/PMSS)

Campanha "Não dê esmolas, promova cidadania"

Segundo a secretária Célia Silveira, no mês de junho será lançada a campanha “Não dê esmolas, promova cidadania”. Com panfletos e outras ações de divulgação, a Prefeitura ressaltará que o ato de dar esmolas cria dependência, reforça o preconceito e a marginalização, além de favorecer a permanência das pessoas em situação constante de violência social. “Vamos promover também o fórum com comerciantes e empresários sobre o tema. A proposta é desenvolver políticas integradas entre poder público e sociedade”, destaca a secretária.

O Creas dispõe do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi) e Serviço Especializado em Abordagem Social. Oferece ainda a inclusão da pessoa em situação de rua no Cadastro Único para obtenção de benefícios sociais, segunda via de documentos, busca familiar, repasse de vale transporte, vestuário e material de higiene e banho.

Desta maneira, a Prefeitura reafirma a mensagem para de “não dar esmolas”, mas sim encaminhar ao Creas. No Centro, o endereço é Rua Ubatuba, 256 – Vila Amélia. O telefone é o 3892-2062.



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