Arnaldo Klajn/PMSS

Em noite marcada pela emoção, conhecidos os cinco vencedores do 32º Concurso de Poesias Nhô Bento



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A noite de sábado (28), foi de emoção durante o 32º Concurso de Poesias "Nhô Bento", realizado no pátio da Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), no Centro Histórico de São Sebastião.  O público presente acompanhou as declamações de diversos autores que expressaram em seus trabalhos assuntos como amores, família, maturidade e meio ambiente.

Foram 20 as poesias classificadas e avaliadas pela Comissão Julgadora formada por Beatriz Rego, jornalista e publicitária; Débora Puertas, professora de Língua Portuguesa e Shirlei Costa Rodrigues, formada em Letras.

Após avaliação, a Comissão escolheu os cinco melhores poemas bem como o melhor intérprete da noite. Foram ele:, Gersoní Maria Cerqueira com "Concha do Mar" e João Pedro de Oliveira com  "Meio Ambiente", que encantou o público. Maurício do Carmo Bondezan declamou "O que não fui" e também faturou o prêmio de melhor intérprete com a mesma poesia. O padre poeta Mauro José fez questão de mostrar seus talentos; falou sobre maturidade e a glória e dificuldades com "Após os 40". Por fim, Sandra Rousiê Lima da Silva teve sua poesia "Ruas da minha Infância" declamada por Neide Palumbo – contadora de causos caiçaras e patrimônio sebastianense – ganhando, igualmente, um dos prêmios.

O prefeito Ernane Primazzi, acompanhado da secretária do Trabalho e Desenvolvimento Humano (Setradh), Roseli Trevisan Primazzi, participou do evento e entregou, além dos prêmios, os certificados de participação a cada poeta. "A sensibilidade destas pessoas faz toda diferença no mundo", observou.

A secretária de Cultura e Turismo, Marianita Bueno, acompanhada da diretora de Cultura Vera Alonso, ressaltou a preservação da memória do caiçara Nhô Bento. "Somos feitos de história e reconhecemos o valor de todos os poetas", declarou.

Nhô Bento      

José Bento de Oliveira nasceu aos 21 de março de 1902 na Praia do Pontal da Cruz em São Sebastião. Filho de Pedro André de Oliveira e Fermina de Souza Oliveira, o caiçara revelou cedo seus talentos poéticos escrevendo versos na branca areia da praia do Pontal.

Estudou no grupo escolar Henrique Botelho quando ainda funcionava no prédio da Sectur, aprimorou seus conhecimentos e introduziu ao seu talento a linguagem cabocla.

 Na rádio Gazeta  trabalhou por um longo período sendo líder de audiência. Em sua poesia "Alma Praiana", o poeta traduziu seu sentimento por nossa terra. Em uma de suas maiores obras, o "Rosário do Capiá" foi agraciado com prefácio de Monteiro Lobato.



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