PMU

Em Ubatuba, audiência pública define futuro do prédio inacabado da UPA Sertão da Quina; obra parou em 2016



Postado em: 24/09/2021


A Prefeitura de Ubatuba promoveu, na última quinta-feira (23/9), uma audiência pública para definir o futuro do prédio inacabado da UPA Sertão da Quina. A obra está parada desde 2016 e o município terá que devolver parte da verba ao Governo Federal. 

Segundo a prefeitura, 121 munícipes participaram de votação realizada durante audiência pública, na qual foram apresentadas propostas para o futuro da Unidade Pronto Atendimento (UPA). As propostas são as seguintes: continuar como unidade básica de saúde, construir uma creche no local ou destinar para projetos sociais. A maioria dos votantes, 118, optou pela continuidade como UBS, dois manifestaram a opção por projeto social e um voto foi nulo.

A mesa de condução da audiência foi composta pela secretária interina de Saúde, Tatiana Mansur, a prefeita de Ubatuba, Flávia Pascoal, os vereadores Jorge Ribeiro, Josué D'Menor, Osmar Dias e Rogério Frediani e o padre da igreja da Matriz Cristo Rei, Daniel Inacio. Também estiveram presentes secretários titulares e adjuntos das diferentes pastas da prefeitura, bem como os administradores das regionais Sul e Centro Sul, e os vereadores Adão Pereira, Junior JR e Vantuil Ita.

A secretária interina de Saúde explicou que o Ministério da Saúde negou os pedidos de prorrogação de prazo e readequação financeira para finalização da obra, feitos no governo anterior, que também perdeu o prazo de solicitação de ajuste do espaço como unidade de saúde. "Não há mais possibilidade de ser UPA, somente de adequar para UBS o que depende ainda de autorização do Ministério da Saúde. Também propomos a reestruturação do Pronto Atendimento que já vai contar a partir de outubro com laboratório de exames e trabalhamos para conquistar recursos para raio-X", explicou Tatiana Mansur.

Na audiência, também foi informado que há uma decisão de cancelamento da obra por parte do Ministério da Saúde e do Tribunal de Contas de União (TCU), que definiu que o município tem que devolver cerca de R$ 1,8 milhão referentes ao montante de R$ 1,05 milhão já utilizados na obra com atualização de juros e correção monetária. A prefeita destacou a importância da participação popular na definição das prioridades de investimento dos recursos público. "Essa decisão é muito importante. Nós vamos lutar para não ter que devolver esse recurso e utiliza-los para outras coisas, como a construção de creche na região Sul. Quero agradecer a todos vocês que estão presentes, aos funcionários da regional sul. E vamos juntos trabalhar para cuidar de cada bairro da cidade", afirmou.



Últimas Notícias