Divulgação/Sindipetro

Greve dos petroleiros mantém 100% de adesão nas unidades do Litoral Norte; Sindicato não descarta problemas no abastecimento de combustíveis



Postado em: 13/11/2015


A greve dos petroleiros entrou no 16º nesta sexta-feira (13) e as unidades da Petrobras na região têm 100% de adesão no setor. O Tebar (Terminal Marítimo Almirante Barroso), em São Sebastião, e a UTGA (Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato), em Caraguatatuba, estão sendo operados por empregados da empresa de outras regiões do país.

Segundo o diretor sindical Douglas Braga, no Tebar, a adesão à greve foi de 100% do pessoal de turno, inclusive coordenadores e supervisores. “Nos causa preocupação o fato de a operação estar sendo feita por pessoal de outras unidades do país e sem Brigada de Emergência, que é formada pela operação. Estamos mantendo um grupo em frente ao Terminal e no Sindicato para eventuais emergências”.

A adesão dos trabalhadores administrativos e de manutenção é de 90%.

O sindicalista disse que a informação que recebeu é que o grupo tem operado apenas um navio por vez. Por isso, ele acredita que isso possa trazer algum impacto para o abastecimento de combustíveis no país. “É uma paralisação nacional. As plataformas diminuíram a produção e há uma redução do bombeio para as refinarias”.

Cerca de 50% do petróleo que circula no país passa pelo Tebar, que abastece as quatro refinarias de São Paulo: Cubatão, Capuava, Paulínia e São José dos Campos.

Na UTGA, segundo o Sindipetro, a adesão é de 100% da operação, 100% dos técnicos de manutenção sobreaviso e 70% na administração, incluindo manutenção e SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

Reivindicações

Entre as principais reivindicações dos petroleiros estão a suspensão do Plano de Desinvestimento, que prevê a venda de ativos da estatal e de algumas subsidiárias; retomada das obras e não fechamento de postos de trabalho; 18% de aumento real no salário base; garantia, nos contratos, de licença maternidade de seis meses e auxílio creche para os terceirizados; além de redução da carga horária para pais e mães com crianças com necessidades especiais.

A empresa, depois de uma primeira proposta de reajuste de 5,73%, ofereceu 8,11%, o que não foi aceito pela categoria, que reivindica pelo menos a inflação do período. Agora chegou a um índice de 9,53%.

O impasse foi com relação aos dias parados. Na minuta do acordo, a empresa teria aceitado a proposta do Sindicato, de 50% dos dias parados serem abonados e os outros 50% compensados. No acordo, constava 50% de dias descontados e 50% compensados, o que gerou o impasse.



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