Tragédia na Ilha: criança de 5 anos morre afogada em piscina; bombeiros fazem alerta



Postado em: 15/01/2021


Uma menina de 5 anos morreu, na última quarta-feira (13/1), após se afogar na piscina de um condomínio no bairro Feiticeira, região sul de Ilhabela. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados e, ao chegarem no local, as equipes encontraram a criança em parada cardiorrespiratória, sendo realizado o procedimento de reanimação. A vítima foi levada ao pronto-socorro, mas não resistiu. Os bombeiros alertam para o risco de crianças sozinhas em piscinas.

Neste caso na Ilha, a menina de 5 anos e sua irmã, de 3 anos, brincavam na piscina acompanhadas do tio, que num momento de descuido, deixou as crianças sozinhas. A menina de 5 anos tentou buscar uma boia e se afogou. Ao voltar, o tio já encontrou a menina boiando. Ele acionou o resgate e prestou os primeiros socorros à sobrinha.

A mãe das meninas e o tio se apresentaram na delegacia. O tio foi preso por homicídio culposo, devido à negligência ao deixar a criança sem vigilância. Ele pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado para responder pelo crime em liberdade.

Alerta dos bombeiros

O comandante Grupamento de Bombeiros Marítimos do Litoral Norte (GBMar), capitão João Batista Rapaci, fez um alerta em relação a crianças em piscina. “Crianças até 6 anos, a maior parte dos acidentes acontece nas piscinas. Tem que ter o cuidador do dia, alguém que esteja a distância de um braço, porque é muito fácil de acontecer. Caiu na piscina, a criança não consegue segurar na borda e acontece”.

Ele ressaltou que não se deve confiar em boias e coletes, e sim manter um adulto durante todo tempo na supervisão. Rapaci salientou ainda que, em casas com crianças, as áreas de piscinas devem ter grades.

Em março de 2019, conforme matéria do Radar Litoral, uma criança de 2 anos morreu ao se afogar em uma piscina no bairro Morro do Algodão, em Caraguatatuba. Na reportagem, dados da Sobrasa - Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático apontavam que o afogamento é a segunda causa de morte em crianças de 1 a 9 anos idade e a terceira entre 10 e 19 anos. As piscinas são responsáveis por 53% de todos os casos de óbitos por afogamento na faixa de 1 a 9 anos de idade. 

A Sobrasa e o Corpo de Bombeiros dão dicas importantes para a segurança: atenção 100% no seu filho(a) a distância de um braço mesmo na presença de um guarda-vidas; aprender a agir em emergências aquáticas, faça um curso; acesso restrito a(s) piscina(s) com uso de grades ou cercas transparentes com portões autotravantes a uma altura que impeça crianças de entrar no recinto da piscina sem um adulto; sucção de cabelo e partes do corpo deve ser evitado com uso de ralo(s) anti-aprisionamento e precauções de desligamento do funcionamento da bomba.



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