Festival Felino Preta traz 10 artistas no mês da Consciência Negra



Postado em: 18/11/2020


O debate sobre a condição da negritude é a pauta do Festival Felino Preta que sensibiliza pela arte e aprofunda a reflexão sobre o tema. Serão cinco dias de exibição de vídeos e debates com os artistas e personalidades convidadas. Além de mais dois encontros que reúnem todos os artistas da 1a. e 2a edição do Festival e a cerimônia final de entrega do prêmio do vídeo mais votado pelo Júri Popular.

O festival será transmitido ao vivo pela página da Associação Felino no Facebook e pelo canal www.YouTube.com/CircoNavegador. A programação está dividida em três fases: a primeira, entre os dias 21 e 25 de novembro,  às 20h é dedicada à apresentação dos vídeos selecionados e bate-papo com personalidades convidadas.

Para integrar e criar pontes entre os artistas participantes do festival, no dia 27 de novembro às 20h será realizado o encontro com os participantes da primeira edição para um bate-papo sobre os impactos do festival, e no sábado 28 de novembro, às 20h, o encontro será com os artistas da segunda edição.

A festa de encerramento será realizada na segunda-feira, dia 30 de novembro,  às 20h, com a entrega do prêmio do Júri Popular. O evento é uma iniciativa da Associação Felino – Frente de Educação e Cultura do Litoral Norte que foi contemplada pelo PRÊMIO FUNARTE DESCENTRARTE - 2019 da FUNARTE, Ministério do Turismo e Governo Federal. As linguagens Cultura Urbana, Cultura HIP HOP, Teatro, Música, Dança, Cinema, Artes Visuais, Literatura, Audiovisual e Performance compõem a programação, acompanhem os destaques.

No sábado (21/11) a programação começa com a força da capital paulista e traz duas artistas incríveis com a poesia na ponta da língua, começando com "Luz Ribeiro" que apresenta a potência da palavra e desvenda as hipocrisias, e logo em seguida vem a poeta "Kimani" que traz as matrizes africana, o candomblé e a poesia para alertar a branquitude da sua condição de exploração.

Para o domingo (22/11) a cidade de São Paulo está representada pelo filme de curta-metragem "Deus" de Vinicius Silva, que demonstra a força da mulher e mãe preta que cria o filho sozinha com toda a dignidade, e a segunda a artista dessa noite é mineira de Belo Horizonte: "Elisa de Sena", por meio de sua obra artística, fala sobre o estigma do corpo feminino e nos encanta numa reunião de mulheres que se conectam e comunicam pelos tambores e cantos ancestrais.

Na segunda-feira (23/11) a programação apresenta Pernambuco com "Rosberg Adonay", de Caruaru, que esbanja talento e dom com as palavras, numa interpretação impecável, e o "Coletivo Encruzilhada", do Recife, que dança e vocaliza o corpo preto na dança contemporânea misturada com capoeira se equilibrando e enraizando.

Na terça-feira (24/11) é dia do Vale do Paraíba representado pela poeta "Preta Ary" com seu discurso preciso e assertivo, pautando o feminismo preto, continuando com a mesma temática a poeta "Midria", de São Paulo, ultrapassa os limites da terra com palavras rápidas de emancipação feminina.

Já na quarta-feira (25/11) é dia de ouvir o sotaque de Salvador-BA no vídeo de "Ayana Amorim" que nos enche de afeto, mostrando corpos que expressam sua negritude e delimitam seu espaço pela dança, reforçando os traços da festa e da família. E para fechar a programação, a cidade de São Paulo está novamente representada, com a multiartista "Aryani Marciano" que revela a sensibilidade e profundidade da existência nua e crua da pele preta.

Para comentar as obras o festival traz personalidades de alta capacidade de reflexão que vai contribuir muito para o aprofundamento das questões da negritude: o rapper Brenalta MC, a coreógrafa Gal Martins, a ativista das artes e do ciclismo Jô Pereira, a artista e antropóloga Luciane Ramos e a rapper Meire D' Origem.

Os vídeos ficarão hospedados na playlist Festival Felino Preta 2a. edição no canal www.YouTube.com/CircoNavegador e estarão concorrendo ao prêmio do Júri Popular. As pessoas interessadas podem acessar o formulário de votação nas descrições dos vídeos.

Os vídeos que compõem a programação do festival expressam as questões impostas à negritude na atualidade e ao longo da história de África e Brasil. Na programação teremos uma grande diversidade cultural e artística com vídeos das variadas áreas da cultura expressas em múltiplas linguagens.

Acompanhe essa mostra que traz olhares ancestrais, despertos e livres, buscando esse lugar de comunidade e sentimento de pertencimento no exercício da escuta, capaz de reafirmar quem somos nós, e incentivar a expressão de nossos corpos e mentes, fortalecendo os dons e sensibilidades que possam desaguar e encontrar o público que está à espera de arte e cultura capaz de traduzir e dialogar com as suas narrativas.


 

SERVIÇO

Exibição dos vídeos: 21 a 25/11 às 20 horas

Bate-Papo com os artistas da 1a. edição do festival: 27/11 às 20 horas

Bate-Papo com os artistas da 2a. edição do festival: 28/11 às 20 horas

Escolha dos vídeos pelo Júri Popular: 26 a 29/11

O festival será transmitido pelo canal Circo Navegador no YouTube 

www.YouTube.com/CircoNavegador e pelo Facebook @AssociacaoFelino



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