Polícia Militar

Operação "Código de Ética" prende 31 e apreende armas e drogas na região; vereador de Caraguá é preso por associação criminosa



Postado em: 11/08/2020


A operação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público do Estado de São Paulo, denominada "Código de Ética", e que foi desencadeada às 6h desta terça-feira (11/8) em cidades do Litoral Norte, Campinas (SP) e Taubaté (SP) terminou durante a tarde com um saldo de 31 presos, além de armas e drogas apreendidas. Ao todo foram cumpridos 62 mandados de busca e apreensão e 48 de prisão. Em Caraguatatuba, o vereador Flávio Rodrigues Nishiama Filho (PTB) foi preso no início da manhã em sua casa, no bairro do Indaiá.

Segundo a Polícia Militar, o vereador foi preso por associação criminosa e associação ao tráfico. Nishiama é advogado e está em seu primeiro mandato, eleito vereador em 2016 com 1.112 votos. O Radar Litoral entrou em contato com a assessoria de imprensa da Câmara. 

O Poder Legislativo emitiu uma nota oficial. "Diante dos fatos noticiados que envolvem a vida privativa do vereador Flavio Rodrigues N. Filho, a Câmara Municipal de Caraguatatuba informa que aguardará o desenrolar das apurações e que irá colaborar quando solicitado pelas autoridades policiais. Até o presente momento, o Poder Legislativo Municipal não foi notificado oficialmente acerca de quaisquer circunstâncias. Ressalta-se que o fato isolado não compete a função legislativa do parlamentar", diz a nota da Câmara Municipal de Caraguatatuba. 

De acordo com a PM, no Litoral Norte a maioria dos mandados de busca e apreensão e de prisão foi na cidade de Caraguatatuba. No início desta manhã, os primeiros presos já chegavam a delegacia da cidade. 

Até às 10h30, segundo a PM, 26 pessoas já tinham sido presas, sendo duas por tráfico de drogas, uma por posse ilegal de arma de fogo e 23 por mandado de prisão. Só no período da manhã, cinco armas de fogo, um carregador, munições de 9m, R$ 20 mil pesos colombiano e a quantia de  R$ 16.796,00 foram apreendidos. 

A investigação começou com o Ministério Público, que constatou que em flagrantes ocorridos em Caraguatatuba, a droga era oriunda da região de Campinas. "Sempre a mula era oriunda da cidade de Campinas. Entramos em contato com a inteligência da polícia e com isso conseguimos identificar as pessoas", disse o promotor Renato Queiroz de Lima, em entrevista ao Jornal da Morada. Cerca de 300 policiais e 60 viaturas integraram a força-tarefa no cumprimento dos mandados.

 



Últimas Notícias