Colucci é condenado por nepotismo durante governo em Ilhabela; ex-prefeito afirma que decisão cabe recurso e não impede candidatura



Postado em: 19/02/2020


O ex-prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, foi condenado por nepotismo em seu primeiro governo (2009-2012), conforme decisão proferida em primeira instância no dia 1º de fevereiro. A sentença prevê quatro anos e seis meses de prisão em regime semiaberto. Sua esposa, Lúcia Reale Colucci, também foi condenada a três anos e 20 dias em regime semiaberto e perda de cargo público. Em nota enviada à imprensa na noite de terça-feira (18/2), Colucci classificou a decisão como "absurda", salientou que cabe recurso e não há impedimento para uma possível candidatura na eleição deste ano.

Na mesma sentença, o juiz Vitor Hugo Aquino de Oliveira determinou a devolução de R$ 156 mil aos cofres públicos. Este processo foi impetrado pelo Ministério Público, que relatou que de janeiro de 2009 a 2012 a então primeira dama Lúcia Colucci ocupou cargo de presidente do Fundo Social de Solidariedade, o qual não é remunerado. Lúcia continuou recebendo salário de cirugiã dentista, do qual é funcionária concursada da prefeitura. 

O MP alega que ela estava afastada da função de dentista e por isso não poderia ser remunerada. Conforme a decisão, a pena da ex-primeira-dama pode ser substituída por serviços comunitários e pagamento de multa de 100 salários mínimos. 

Defesa de Toninho Colucci

Na noite de terça-feira (18/2), o ex-prefeito Toninho Colucci, emitiu uma nota oficial sobre a decisão. "Esta sentença é de primeiro grau, não gera impedimento eleitoral. Cabe recurso. Curioso é que a sentença, datada de 2 de fevereiro, ainda não foi publicada no Diário Oficial, porém, foi tirado o sigilo da tramitação do processo para viabilizar sua divulgação. A sentença tem erros gritantes e deverá ter o mesmo julgamento da Ação Civil Pública que tratou o mesmo assunto, a sentença foi reformada pelo Tribunal de Justiça, afastando o enriquecimento ilícito. É questão de tempo para corrigir mais esta sentença absurda", relatou.



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