Pai morre ao tentar salvar filho de correnteza na praia do Ubatumirim; terceira morte por afogamento deste verão e bombeiros fazem alerta



Postado em: 06/01/2019


Um homem de 42 anos, morador de Brasília (DF), morreu afogado na tarde de domingo (5/1) ao tentar salvar seu filho que havia sido puxado por uma corrente de retorno na praia do Ubatumirim, em Ubatuba. A criança foi retirada da água por banhistas que estavam na praia, mas o pai desapareceu. A equipe do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimos) foi acionada e, juntamente com a equipe do helicóptero Águia da Polícia Militar, iniciou as buscas. Outras duas mortes em praias no fim de semana na região, um homem que caiu da costeira na Barra do Sahy, em São Sebastião, e um banhista na praia do Félix, em Ubatuba. O laudo do IML ainda irá apontar as causas destas duas mortes. 

No caso da praia do Ubatumirim, o homem que tentou salvar o filho foi encontrado pouco depois e retirado da água com grau seis de afogamento. Os procedimentos de reanimação cardiopulmonar foram iniciados ainda na areia, mas logo o óbito confirmado por médico do Samu.

Esta é a terceira morte por afogamento em praia confirmada neste verão. No dia de Natal, um homem de 37 anos, morador de Caraguatatuba, morreu após se afogar na praia de Santiago, na Costa Sul de São Sebastião. Ele pulou no mar ao perceber que seu filho, de apenas 7 anos, tinha dificuldade para sair da correnteza e se afogava no local. A criança foi salva. 

Na véspera de Ano Novo, um turista de 22 anos morreu após se afogar na praia Martim de Sá, em Caraguatatuba. 

Dicas de segurança

O GBMar alerta para as dicas de segurança. Ao chegar nas praias, procure um guarda-vidas e obedeça as orientações sobre as características da praia. As praias de forte correnteza são sinalizadas com placas. 

Os bombeiros destacam sempre o slogan "água no umbigo, sinal de perigo", de maneira que as pessoas evitem ir para áreas mais profundas, bem como não utilizar bóias, que dão a falsa sensação de segurança, mas podem ser facilmente arrastadas por correntes marítimas e vento. 

Ainda segundo o GBMar, as costeiras devem ser evitadas, pois são escorregadias e com alto índice de acidentes. 



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