Divulgação/Gaeco

Operação contra fraude em licitações na Prefeitura de Orlândia apreende dinheiro, armas e celulares em Caraguatatuba



Postado em: 16/09/2019


Na manhã desta segunda-feira (16), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e com o apoio da Polícia Militar, deflagrou a Operação Loki, visando desarticular organização criminosa, formada por servidores públicos e empresários, responsável por fraudar inúmeras licitações da Prefeitura de Orlândia. Dos 115 mandados de busca e apreensão, dois deles foram em Caraguatatuba.

Em uma casa na Rua Alcides Alves Pereira, no Jardim Califórnia, foram apreendidos R$ 61 mil em dinheiro, um revólver calibre 38 e 26 munições. Em outro endereço, foram apreendidos quatro celulares, dois tablets, dois pen drives e diversos documentos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

 As investigações se iniciaram há mais de um ano e até o momento foram identificadas fraudes em pelo menos 23 licitações, superfaturamento de contratos, além de irregularidades em ao menos 13 contratações por meio de dispensa e inexigibilidade de licitação.

 As licitações sob investigação resultaram na celebração de contratos que somam mais de R$ 14 milhões.

 Dentre os investigados, estão diversos funcionários públicos, incluindo secretários municipais, diretores de departamentos, membros da comissão de licitações, engenheiros, advogado, além de empresários.

 O nome da operação é uma referência ao deus da mitologia nórdica Loki, conhecido como o pai da mentira, da trapaça, da farsa.

 Nesta segunda, foram cumpridos 115 mandados de busca e apreensão, além de Caraguatatuba e da capital, nas cidades de Orlândia, Nuporanga, Sales Oliveira, Morro Agudo, São Joaquim da Barra, Ribeirão Preto, Araraquara, Taubaté e Itanhaém.

Na cidade de Orlândia também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em nove prédios públicos, incluindo o Paço Municipal, diversas secretarias (saúde, educação, desenvolvimento e assistência social, infraestrutura), almoxarifado, departamento de licitações, mini hospital e departamento de água e esgoto – DAE.

 A execução dos trabalhos contou com a participação de 28 promotores de Justiça de diversas regiões do Estado, 18 servidores do Ministério Público, mais de 200 PMs, além do helicóptero Águia, bem como três agentes de fiscalização e o diretor regional de Ituverava do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

 As investigações prosseguirão para delimitar a participação de cada um dos integrantes na organização criminosa, bem como para apurar a prática de crimes como corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro, cartel, falsificação de documentos, além de outras fraudes em licitações.



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