Polícia Federal

Justiça concede habeas corpus a ex-chefe de Gabinete de Ilhabela e outros 16 investigados na "Operação Círculo Vicioso"



Postado em: 23/08/2019


O Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu habeas corpus, na noite desta sexta-feira (23/8), à ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhabela, Juliana Louro, e outros 16 investigados na Operação "Círculo Vicioso". A informação foi confirmada ao Radar Litoral pelo próprio advogado da ex-secretária municipal, Dr. Anthero Mendes. A prisão temporária de todos os suspeitos havia sido cumprida na manhã da última quinta-feira (22/8) na operação da Polícia Federal. 

A decisão do desembargador Nino Oliveira Toldo foi baseada em um pedido de habeas corpus de um dos suspeitos presos e foi estendida a todos os detidos na operação. Juliana Louro e outros detidos estavam na Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, e até às 22h aguardavam a liberação. 

Entenda o caso

A participação da ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhabela, Juliana Louro, na “Operação Círculo Vicioso” refere-se ao recebimento mensal de R$ 4.375,00 mensais provenientes de contrato superfaturado no Porto de Santos, de acordo com o relatório feito pelo delegado da Polícia Federal, Eduardo Alexandre Fontes. A sua defesa nega qualquer envolvimento no caso.

Juliana, atual esposa do ex-prefeito Márcio Tenório, foi presa temporariamente na manhã de quinta-feira (22), em sua casa. Segundo o empresário Mário Jorge Paladino, preso na primeira fase da operação, denominada “Tritão”, a ex-chefe de gabinete faz parte de um grupo de três mulheres que recebeu, de janeiro a outubro do ano passado, o valor mensal de R$ 4.375,00. O pagamento, comprovado com depósitos em conta, foram interrompidos com a prisão do delator, que fez acordo com o Ministério Público Federal.

Juliana Louro foi candidata a vice-prefeita em 2012, a deputada federal em 2014 e a prefeita em 2016, sempre pelo PTB. Desde agosto do ano passado era secretária de Governo e chefe de Gabinete do então prefeito Márcio Tenório, afastado do cargo pela Câmara e também a pedido da Polícia Federal.

A operação

Com base em elementos de prova obtidos quando da deflagração da Operação Tritão, depoimentos prestados em colaboração premiada e diante de informações fornecidas por membros da atual diretoria da empresa, a PF detalhou e esclareceu as fraudes inicialmente investigadas, além de outras que permaneceram sendo executadas mesmo após a prisão de alguns membros da organização criminosa. Os prejuízos causados à empresa e aos cofres públicos superam, nesta etapa, a cifra de R$ 100 milhões.

Aos investigados estão sendo imputados os crimes de organização e associação criminosa; fraude a licitações e corrupção ativa e passiva, sem prejuízo de eventuais outras implicações penais que possam surgir no decorrer das investigações.

Defesa

Na tarde desta quinta-feira, o Radar Litoral conseguiu contato com o advogado da ex-chefe de gabinete, Dr. Anthero Mendes. Segundo ele, sua cliente desconhece a questão e nega as acusações. 

 



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