Após verão, Dengue avança no Litoral Norte e chega a 280 casos; prefeituras intensificam ações



Postado em: 03/04/2019


O número de casos de Dengue tem avançado no Litoral Norte após o verão. O período de chuva entre janeiro e março gerou aumento de criadouros. As prefeituras intensificam as ações de combate.

Em São Sebastião, até o momento foram 956 casos notificados. Destes, 896 foram descartados e 60 foram confirmados positivos.

Já em Ilhabela, 37 casos confirmados até o momento. Na cidade de Caraguatatuba, 1.142 notificações, sendo 91 positivos e 1.034 negativos. 

No município de Ubatuba, 92 casos confirmados de Dengue. Segundo a prefeitura, 341 notificações aguardam resultado de exame.

As quatro cidades estão com equipes reforçadas em visitas casa a casa para eliminação de criadouros. Contudo, os municípios ressaltam que cada um deve fazer a sua parte. 

Em São Sebastião, ações de nebulização também são realizadas nos bairros. A Secretaria de Saúde ressalta a importância do uso constante de repelentes, bem como a vistoria e o descarte de possíveis criadouros do Aedes aegypti.

No mês de fevereiro, a Prefeitura de Caraguatatuba capacitou mais de 100 agentes de combate à Dengue.

O coordenador do CCZ, Ricardo Fernandes, falou ao público sobre a importância da pro atividade destes profissionais, quando dentro das residências visitadas. “Muitas das vezes, é o ACS que detecta uma criança doente e reforça a urgência do atendimento médico e isso pode salvar uma vida”, destacou.

Ricardo Fernandes falou sobre o ciclo da larva do mosquito e dos principais criadouros do Aedes aegypti. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, pesquisas realizadas em campo indicam que os grandes reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis (muito utilizados para armazenagem de água para uso doméstico em locais dotados de infraestrutura urbana precária), são os criadouros que mais produzem Aedes aegypti e, portanto, os mais perigosos.

Isso não significa que a população possa descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, poço de elevador, entre outros. O Aedes aegypti coloca seus ovos, preferencialmente, nas paredes de criadouros com água limpa e parada, bem próximo à superfície da água. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.



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