Divulgação/Cetesb

Cetesb aponta 100% das praias de Ilhabela impróprias; Prefeitura afirma que chuva agravou a situação



Postado em: 31/01/2019


Das 90 praias do Litoral Norte analisadas semanalmente pela Cetesb, 40 delas estão impróprias, de acordo com o boletim divulgado nesta quinta-feira (31). Em Ilhabela, as 19 praias analisadas foram consideras impróprias para o banho de mar. A Prefeitura atribui essa situação à forte chuva da última sexta-feira (25).

De acordo com a Cetesb, todas as praias de Ilhabela estão impróprias, entre elas, Curral, Viana, Feiticeira, Portinho e Ilha das Cabras.

Já Caraguatatuba, tem apenas duas praias impróprias entre as 15 analisadas - Prainha e Indaiá.

Em São Sebastião, de 30 praias, 10 estão consideradas impróprias: Cigarras, São Francisco, Pontal da Cruz, Porto Grande, Arrastão, Preta do Norte, Boraceia, Barra do Sahy, Barra do Una e Boraceia (Rua Cubatão).

Já das 33 praias de Ubatuba, nove não estão aptas para o banho de mar: Picinguaba, Félix, Perequê-Açu, Itaguá (altura dos números 240 e 1.724 da Avenida Leovegildo), Perequê-Mirim, Lázaro, Iperoig e Toninhas.

Prefeitura de Ilhabela

Com relação ao recente resultado da balneabilidade das praias de Ilhabela, a Prefeitura de Ilhabela informou que a coleta de amostras ocorreu no sábado (26), dia seguinte a uma chuva acumulada de 100 mm. Para a Prefeitura, é mais do que evidente que ocorreu o fenômeno da poluição difusa, provocada, inclusive, pelo transbordamento de fossas mal cuidadas, entre outros.

Segundo a nota, não é a primeira vez que todas as praias monitoradas ficam impróprias em Ilhabela. Já houve situações semelhantes nos verões de 2016/2017 e 2018. A Cetesb associa a piora da balneabilidade às chuvas intensas de novembro ao final de janeiro.

A Prefeitura também informou que montou uma “força tarefa” (Polícia Ambiental, Polícia Militar, secretarias de Meio ambiente, Planejamento Urbano, Obras e Habitação, Gabinete, Administração, Defesa Civil e Fiscalização), para combater qualquer tipo de lançamento clandestino de fossa e esgoto que possam chegar ao mar, rios e cachoeiras, e assim tentar conter a poluição nas praias de Ilhabela. Os lançamentos clandestinos serão notificados às autoridades estaduais como MP e Cetesb.

Essa comissão vai fiscalizar, monitorar e tomar as medidas legais para coibir lançamentos clandestinos de esgoto, principalmente em localidades onde não exista ainda sistema público de coleta e tratamento, locais onde o tratamento e disposição dos esgotos de acordo com a lei são de responsabilidade dos proprietários de imóveis residenciais e comerciais.

A atual administração destacou que em dois anos foram investidos R$ 160 milhões em saneamento básico, com “o objetivo de recuperar o tempo perdido pela falta de grandes investimentos no setor há 20 anos”.

Ações a médio e longo prazos estão em andamento, como projetos de regularização fundiária e implantação de redes de coleta, elevatórias e cinco estações de tratamento de esgoto.

De acordo com a nota, nestes dois anos estão sendo realizadas obras de sete quilômetros de rede de esgoto e de água, na região Sul, da Ilha da Cabras ao bairro Portinho, mais de sete milhões de investimentos; já está em licitação mais 23 quilômetros de rede esgoto do Julião ao bairro Veloso, investimento de R$ 26 milhões; e também projetos que receberam recentemente o licenciamento ambiental - as estações de tratamento de esgoto nos bairros Feiticeira, Praia Grande, Santa Terezinha, Costa Bela, Reino, Buraco Fundo e Armação, que representam grandes avanços na universalização do saneamento.

A atual gestão também está investindo em dois grandes reservatórios de água, que serão ampliados - Green Park, de 50 mil litros para um milhão de litros; e do sistema Pombo, no bairro Bexiga, de 150 mil litros para um milhão de litros.

A Prefeitura ainda aguarda a entrega dos projetos executivos da Sabesp para troca de toda a rede adutora de água, mais de 45 quilômetros, que vai atender toda a extensão da Praia da Pacoíba ao bairro Borrifos, conhecido como sistema Norte-Sul.

Foi apresentada ainda à Sabesp a proposta de reduzir o prazo da universalização do saneamento no arquipélago de 30 para seis anos e há um compromisso assumido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Sabesp e Cetesb, para agilizar todos os projetos e investimentos voltados a esse objetivo.



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