Dívida de R$ 5,9 milhões faz EDP cortar energia da Prefeitura de São Sebastião; prefeito afirma que empresa não cumpriu acordo



Postado em: 03/01/2019


A EDP cortou o fornecimento de energia elétrica em diversos prédios da Prefeitura de São Sebastião, inclusive no Paço Municipal por falta de pagamento das contas. A dívida é de pouco mais de R$ 5,9 milhões. Segundo o prefeito Felipe Augusto, o pagamento foi suspenso porque a empresa não cumpriu o acordo de realizar melhorias no sistema de energia no município.

O corte no fornecimento de energia ocorreu na manhã desta quinta-feira (03) e incluiu entre outros prédios, o Paço Municipal, Secretaria de Assuntos Jurídicos e antigo prédio da Secretaria de Turismo.

No dia 12 de dezembro, a EDP notificou a Prefeitura sobre os débitos, que totalizam R$ 5.919.085,34, acumulados até o início de dezembro.

No documento, é citado que a legislação permite o corte de fornecimento de energia elétrica em repartições públicas, desde que não prejudique os serviços essenciais.

Foi informado à Prefeitura que a suspensão no fornecimento de energia ocorreria em 15 dias a partir do recebimento do ofício.

A falta de energia paralisa os serviços da Prefeitura e o forte calor impede que os servidores permaneçam em seus locais de trabalho

Por meio de nota, a EDP se limitou a afirmar que “está em contato com a administração municipal para a regularização dos débitos em aberto e o mais breve restabelecimento do fornecimento de energia”.

Prefeito afirma que empresa não cumpriu acordo

O Radar Litoral entrou em contato com o prefeito Felipe Augusto que informou que, no início de 2017 fez um acordo com a EDP para o parcelamento de dívidas da gestão anterior e, na negociação, foram incluídos serviços como regularizações em diversos núcleos de Juquehy, Sítio Velho, Sertão de Maresias, projeto de eficiência energética do Hospital, iluminação da serra entre Maresias e Boiçucanga e de ruas da Topolândia e Costa Norte.

“A empresa não cumpriu sua parte no acordo e, desde o início do segundo semestre, paramos de pagar as contas mensais e o parcelamento da dívida negociada no início de 2017”, afirmou o prefeito. Segundo ele, foram feitas várias cobranças para que fosse garantido o fornecimento de energia em núcleos que estão em regularização e os demais pontos acordados, mas sem sucesso.

As negociações ocorreram com o superintendente Marcos Scarpa, a gerente operacional Roberta Nanini e o analista de sistemas Maurício Mendes.

Ele citou ainda que na ponte sobre o rio do sertão de Cambury, conhecida como 2.800, há poste no meio do percurso e a EDP não faz a retirada. “E na ponte entre Barra do Sahy e Cambury, que iríamos entregar no último dia 26, a EDP se recusa a retirar os transformadores para lançamento das vigas”.

Felipe Augusto afirmou que a Prefeitura já fez denúncia no Procon e vai entrar com uma ação pública contra a empresa. “Essa medida prejudicou um órgão de prestação de serviço público e milhares de contribuintes. A EDP é uma péssima prestadora de serviços”, afirmou o prefeito.



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