Trabalhadores da travessia reclamam não pagamento de direitos trabalhistas por parte da Internacional Marítima



Postado em: 07/11/2018


Funcionários da empresa Internacional Marítima, que operava o serviço de travessia por balsas entre São Sebastião e Ilhabela, procuraram o Radar Litoral para reclamar a falta de pagamento dos direitos trabalhistas por parte da empresa.

Contratada pela Dersa, a empresa era responsável por operar as travessias litorâneas no estado de São Paulo até 24 de outubro. No dia seguinte, o Consórcio Nova Balsa, vencedor da licitação feita pelo Governo do Estado, assumiu o serviço. Somente no Litoral Norte, são cerca de 160 funcionários que trabalham na travessia.

Segundo os trabalhadores, que preferiram não se identificar, por receio de represálias, a empresa ainda não procedeu a rescisão trabalhista. Além disso, propôs que seja feito um acordo para pagamento de 20% da multa sobre o FGTS dos funcionários, além de pagar 50% do aviso prévio. “Isso seria como se nós estivéssemos pedindo demissão”, afirmou um trabalhador.

Eles alegam ainda que estão com a carteira assinada nas duas empresas – Marítima e Consórcio Balsa Nova, que assumiu a travessia no último dia 25 de outubro. Houve ainda o pedido para que os empregados assinassem o cancelamento do plano de saúde, o que deve ocorrer somente na rescisão.

Há informações ainda que a empresa pretende pagar os direitos trabalhistas em 10 parcelas, com o que os empregados não concordam.

Outro lado

Questionada sobre as reclamações, a Internacional Marítima não se manifestou até a publicação dessa matéria.

Já a Dersa, por meio de nota, informou que a transição da empresa prestadora dos serviços de operação nas Travessias Litorâneas do Estado de São Paulo, ocorrida no último dia 25/10 transcorreu normalmente.

Segundo a empresa, o licitante vencedor, consórcio Balsa Nova,assumiu os serviços nas travessias sob jurisdição da Dersa, por um período de 12 meses, em substituição à antiga contratada,  Internacional Marítima, em razão do decurso do prazo contratual.

"Em relação aos funcionários, eles são contratados diretamente pela empresa que presta os serviços de operação. Portanto, as negociações trabalhistas são conduzidas diretamente entre empregados e empregador, sem envolvimento da Dersa, que por sua vez, exige de todas as suas contratadas o cumprimento integral das leis trabalhistas, bem como o respeito aos direitos e às boas condições de trabalho", finaliza a nota.



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