Cimino defende união do empresariado e aposta no Turismo de Negócios

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São Sebastião-24/01/2014 - O RADAR ENTREVISTA conversou com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Sebastião, Eduardo Cimino. Oriundo da indústria farmacêutica e administrador, Cimino, de 65 anos, é presidente da entidade desde 2008. Para ele, é o momento do empresariado investir e ficar atento nas exigências e necessidades das empresas que estão vindo para a cidade.

Fotos: Radar Litoral

São Sebastião-24/01/2014 - O RADAR ENTREVISTA conversou com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Sebastião, Eduardo Cimino. Oriundo da indústria farmacêutica e administrador, Cimino, de 65 anos, é presidente da entidade desde 2008. Para ele, é o momento do empresariado investir e ficar atento nas exigências e necessidades das empresas que estão vindo para a cidade.Leia os principais trechos da entrevista:
Radar Litoral - Qual a avaliação que o sr. faz das atividades comerciais em São Sebastião em 2013?
Eduardo Cimino - 2013 foi um pouco atípico em função de muitas obras, modificações nos cenários político e empresarial. Nossa avaliação é positiva. Não se faz omelete sem quebrar os ovos. A dificuldade que tivemos com as obras da Tamoios foi patente no segmento de hotelaria e turismo. Já o setor gastronômico, com os prestadores de serviço das obras do Porto, contorno e Petrobras, tiveram um movimento normal. O fato de ser um ano atípico, faz necessário que tenhamos um planejamento para o futuro. Um detalhe importante é que a falta de cumprimento de prazos de entrega de obras em todas as esferas atrapalham o comércio.
RL – Quais as principais ações desenvolvidas pela entidade?
EC -  A Associação Comercial tem como função principal orientar os empresários e futuros empresários que querem se estabelecer na cidade. Temos parcerias com a ETEC e FATEC. Descontos promocionais com os nossos associados e cartão fidelidade; convênio médico e Certificação Digital, entre outros serviços oferecidos.
RL – Como o sr. avalia a participação dos associados?
EC -  O comércio virtual atrapalhou muito o comércio estabelecido. Mas há dados interessantes. A Lojas Cem de São Sebastião está entre as cinco primeiras do ranking brasileiro. Casas Bahia não é muito diferente. Outra coisa é o horário comercial. Temos uma gama de consumidores em potencial muito grande, que sai do serviço às 17, 18 horas, mas a maioria do comércio, principalmente na região central, fecha ás 18 horas. Eu acho que se o comércio fechasse mais tarde, poderia aumentar o movimento, pelo menos é a nossa expectativa. Algumas cidades próximas, como Caraguatatuba, Ilhabela, Paraty e Campos do Jordão, mesmo fora da temporada, o comércio fica aberto aos sábados e domingos. A união dos comerciantes recente com a parceria com o poder público, no Viva o Centro, pode fazer com que o Centro Histórico se torne um centro de consumo, que os hotéis possam indicar aos seus hóspedes e que a população frequente com outros olhos, aí o turista vai nos visitar. 
RL – Quantos associados tem a entidade? O que pode ser feito para ampliar este quadro?
EC -  A Associação Comercial  já teve um número maior. Hoje está em torno de 750 associados, sendo 350 empresas com CNPJ. Os demais com planos Unimed e profissionais liberais.
RL – O que muda para o comércio a duplicação da Rodovia dos Tamoios?
EC – Acreditamos no aumento do movimento. Mas isso é uma expectativa a partir da conclusão dos contornos. Muito provavelmente, aqui na região central, teremos a ampliação do porto, com o incremento do turismo de negócio. A Petrobras também ajuda. A taxa de ocupação aumentou devido às empresas. Com os turistas, nos finais de semana, temos uma certa dificuldade.  
RL – Como o sr. avalia a parceria com o Poder Público?
EC -  A Associação Comercial necessita de parcerias. É uma das parcerias em políticas públicas, gostaríamos de ter sempre a Prefeitura ao lado da associação e vice versa. É preciso este pacto. Já na política partidária, não sou filiado a nenhum partido justamente para não dar uma conotação política para a entidade.
RL – Como andam as vendas do comércio local?
EC - Os grandes magazines não têm grandes problemas. O comerciante tem de voltar um pouco para o seu comércio: na apresentação, na vitrine, na qualidade do atendimento. Tem de encantar o consumidor. Uma situação que temos visto até em todo o Litoral Norte é a grande quantidade de andarilhos, que dificulta a movimentação. É uma ação social. Acho que não devemos dar esmolas, tomar cuidado, tem consumo de drogas e álcool.  RL – No ano que vem teremos a Copa do Mundo. Este evento terá reflexos positivos na cidade? 
EC - Essa é uma possibilidade, por estarmos próximos de um polo indutor de Turismo, que é Ilhabela. Copa do Mundo tem de ter locomoção. Embora não tenhamos aeroportos, mas logo depois de três rodadas, muitos países desclassificados. E este pessoal vai ficar circulando pelo país. Estarmos preparados para que eles continuem assistindo a copa em belas praias, bons hotéis. Apesar do inverno para nós, para muitos países é o um verão as temperaturas de junho e julho. A expectativa é de que Aeroporto de São José dos Campos e a Rodovia dos Tamoios sejam usados para conectar o Litoral Norte a São Paulo e Rio de Janeiro.
 RL – O que o empresariado pode esperar da Associação Comercial em 2014?
EC – Para este ano, estamos sentindo que o empresariado local vai ter que ter uma qualificação de desempenho muito melhor. As exigências das empresas que estão chegando são muito grandes. Eles querem aproveitar os prestadores de serviços locais e muitos virão morar aqui. Ao longo deste tempo, o empresariado deve se preparar e ver o perfil deste novo público. A Associação vai estar presente e disposta a orientar. Cito só um exemplo: falta em São Sebastião uma lavanderia profissional que pudesse lavar macacões de empresas. No meu hotel, precisei comprar uma máquina diferenciada para atender essa demanda. Uma lavanderia para lavar roupas profissionais é uma necessidade atual.