Samuel Ribeiro, candidato a deputado estadual, se coloca como renovação e quer união de forças…

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Litoral Norte-05/09/2014 - O portal RADAR LITORAL dá início à série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal pelo Litoral Norte. O  primeiro entrevistado é Samuel Ribeiro, 40 anos, reside em Caraguatatuba e  candidato a deputado estadual pelo PRTB. Preside a legenda na cidade e é o coordenador regional do partido. Profissionalmente, atua como diretor operacional de uma empresa de engenharia.

Litoral Norte-05/09/2014 - O portal RADAR LITORAL dá início à série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal pelo Litoral Norte. O  primeiro entrevistado é Samuel Ribeiro, 40 anos, reside em Caraguatatuba e  candidato a deputado estadual pelo PRTB. Preside a legenda na cidade e é o coordenador regional do partido. Profissionalmente, atua como diretor operacional de uma empresa de engenharia.

Confira a íntegra da entrevista.

RADAR LITORAL - Por que o Sr. é candidato a deputado estadual? 
SAMUEL RIBEIRO - Desde os 15 anos, no meu primeiro emprego, me destaquei com a facilidade de articulação e conciliação, que me garantiu inclusive a primeira promoção no trabalho. Na minha vida, como líder comunitário, religioso e partidário, tive contato com as necessidades mais urgentes da população e sempre tentei ajudar no encaminhamento das demandas para uma solução.
Agora fui convidado pela legenda, tive o apoio de amigos e colaboradores, e aceitei porque posso ajudar ainda mais, oferecendo uma nova proposta de atuação como Deputado Estadual, mais próxima à população e fora dos gabinetes.

RL – Como o sr. pretende atuar para minimizar os problemas das desapropriações devido às obras do contorno?
 SR – Está ai uma situação onde é nítida a necessidade de atuação do representante da região junto ao governo estadual, mediando a situação.
Impasses de preços e descontentamento sempre existirão nas transações desse tipo. A preocupação do momento é quanto ao pagamento diferenciado para quem tem escritura definitiva, ou posse. Como representante da região na Assembleia Legislativa, posso ser o interlocutor dos descontes e interceder por eles nos órgãos competentes do governo, ou mesmo procurar por laudos ou auditorias privadas para comprovação do motivo da divergência e reavaliação das indenizações.

RL – Como resolver o problema da travessia por balsas entre São Sebastião e Ilhabela?
SR - Já fui colaborador do serviço de travessia, primeiro aqui e posteriormente transferido para a Bahia, coordenando o ferry boat para a Ilha de Itaparica.
O sistema é ultrapassado e as barcas sucateadas. Para melhorar a travessia temos dois caminhos: um deles é o político, que é entrar na fila por investimentos em novas barcas ou pelo menos na modernização dessa frota, o outro não pode ser político, tem que ser essencialmente técnico, que é a escolha de uma empresa terceirizada capacitada para administrar a travessia.
Para agora, poderiam começar a identificar corretamente a localização do serviço mudando o nome das barcas, que hoje vem como Santos. Mas isso só vai melhorar mesmo o nosso ego.

RL - Como pretende atuar para que a região tenha um hospital regional? 
SR - Da aprovação do projeto em um ano eleitoral, até o seu pleno funcionamento, equipado e com o corpo de atendimento contratado, nós teremos muito chão a percorrer e a necessidade de uma atuação constante e próxima de todos os agentes políticos da região.
Na função de um Deputado Estadual, estarei fiscalizando os prazos e a correta aplicação da verba concedida, além de pleitear por mais verbas, se necessário.

RL - Hoje os municípios do Litoral Norte exportam o lixo produzido nas cidades. Qual a sua proposta para a destinação final do lixo da região?
SR – O transbordo do lixo para um local distante é um enorme dispêndio de recursos. Primeiro porque custa muito caro o transporte e, ainda mais importante que isso, é o desperdício da riqueza contida no lixo. Com o seu reaproveitamento podemos gerar emprego de mão de obra local e renda. 
Em um cenário de Valorização Ambiental, deveríamos ter uma eficiente Coleta Seletiva nas cidades, destinando os materiais para reciclagem através de cooperativas de trabalhadores. Os resíduos orgânicos devem ser acomodados em aterros controlados e licenciados pelo órgão ambiental. Outra opção são usinas de tratamento que transformam o lixo orgânico em energia, ração animal ou mesmo compostagem para agricultura e jardinagem.
Não bastassem os problemas com o destino do lixo, ainda temos agora que gerenciar a crise da água, cada dia mais presente. Na Valorização Ambiental deveremos considerar também o Descarte Zero de Efluentes, com o reuso e reutilização da água para fins menos nobres, como lavagem e combate a incêndios, por exemplo.
Soluções modernas existem, algumas são financeiramente inviáveis, outras tem ainda que ultrapassar as barreiras do licenciamento ambiental, da burocracia oficial, dos interesses escusos e da má vontade política.

RL – Ubatuba tem o único aeroporto da região. Como torna-lo viável para o turismo?
SR - Importante para o turismo e também para as atividades do pré-sal que vem por ai.
Hoje ele tem na verdade o perfil dos antigos Aeroclubes. Precisa ser modernizado para ter voos comerciais regulares, recebendo aviões de maior porte. A prefeitura de Ubatuba quer a municipalização e diz que tem recursos para o investimento, enquanto o governo do Estado quer a privatização pelos próximos 30 anos. Espero que a região não perca mais tempo sem esse benefício.
Porém, aumentando o fluxo aéreo comercial há de se pensar também em alternativas para que esse turista de alto poder aquisitivo chegue confortavelmente ao seu destino final, como Ilhabela ou Maresias, em barcos ou helicópteros por exemplo. 

RL – Como pretende se relacionar com as autoridades da região (prefeitos e vereadores)? 
SR - É a primeira vez que concorro a um cargo eletivo, portanto não tenho ainda inimigos políticos. Meu partido não se coligou com nenhum outro e tenho liberdade de negociação. Meu discurso é de conciliação, união de forças e motivação suprapartidária. Como presidente do PRTB de Caraguatatuba, tenho diálogo com a maioria dos vereadores e prefeitos do litoral norte.
Todos esses fatores vão facilitar uma vivência democrática e ativa, em benefício comum da população.

RL – Como está trabalhando para obter os votos necessários para se eleger?
SR - Primeira campanha, estrutura pequena, pouquíssimos recursos. Ao meu favor está a atual legislação eleitoral, que limita bastante os gastos e abre a internet como o palanque mais democrático que Brasil já viu, além da militância apaixonada que abraçou nossas ideias e trabalha sem pagamento.
É através das redes sociais que meu nome tem chegado às pessoas como uma opção natural à rejeição aos outros candidatos mais tradicionais e também como uma opção de voto útil, pois, pelo coeficiente eleitoral da minha legenda, preciso de apenas 20 mil votos para ser eleito, portanto, sou o candidato da região com mais chances de chegar lá.

RL – A grande maioria dos candidatos da região, isso é histórico, tem como objetivo ser candidato a prefeito em sua cidade. O sr. pretende candidato a prefeito nas próximas eleições?
SR - Não é minha intenção abandonar o cargo para o qual fui eleito na metade do mandato, para concorrer à prefeitura, como já fizeram anteriormente outros deputados da nossa região e como demonstram os atuais candidatos.
Para administrar uma cidade hoje em dia, que é comparada a uma empresa, você tem que se graduar e até fazer um estágio, mostrar competência, produtividade e liderança.  Não há mais espaço para autodidatas. Até onde é do meu conhecimento, não há nenhum candidato a deputado nesse momento que atenda a esses requisitos para o cargo executivo.

RL – Deixe uma mensagem para a população do Litoral Norte e por que os eleitores da região devem votar no senhor.
SR - Não podemos reclamar do representante da nossa região na Assembleia Legislativa porque simplesmente não temos o nosso legítimo representante lá. 
Se não pensarmos bem no nosso voto, podemos mais uma vez continuar sem o nosso Deputado Estadual.
Os outros candidatos da região precisam de muitos votos e tem uma rejeição muito grande, pois estão ligados aos governos de situação.
O voto em Samuel Ribeiro é o que pode garantir com mais certeza a nossa representatividade e a aposta em renovação, pois vem com uma proposta de trabalho que pratica uma política que vai além do gabinete.