Economia e Finanças



A coluna aborda de forma simples e direta assuntos de Economia importantes para o seu dia a dia. A coluna está a cargo da economista e professora universitária Tcharla Bragantin e do também professor universitário Juraci Marques, formado em Ciências Contábeis e pós graduado em Direito Tributário e Legislação de Impostos. 

Produção Industrial no 1º semestre de 2016

Postado em: 18/08/2016

Juraci Marques*

Nos primeiros seis meses de 2016, a produção industrial brasileira retraiu mais de  -9%, é o pior primeiro semestre desde de ano 2009 que foi de -13%, conforme informado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Porém, em junho com relação a maio, a produção industrial subiu 1,1%.

Se compararmos o segundo trimestre 2016 com o segundo trimestre de 2015, a queda foi de -6,7%, o pior resultado desde 2009, quando o resultado foi de -11,9%. O ritmo está semelhante ao período da crise financeira internacional em meados de fevereiro de 2009.

A pequena melhora registrada em junho está atrelada a confiança dos empresários, as perdas mais intensas parece ter ficado para trás. O que contribuiu para esta melhora foi a atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias, que teve um crescimento de 8,4%, também houve a contribuição de outros setores como o de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal com aumento de 4,7%; metalurgia aumento de 4,7%; confecção de artigos de vestuário e acessórios aumento de 9,8%; artefatos de couro, artigos para viagem e calçados aumentou 10,8%; produtos farmacêuticos aumento de 4,4% e produtos de borracha e de material plástico aumento de 2,4%.

Alguns setores tiveram resultado negativo, produtos alimentícios redução de -0,7%; bebidas redução de -2,6%; produtos derivados do petróleo e biocombustíveis redução de -0,6% e produtos de papel redução de -2,0%.

O IBGE também fez a revisão da produção industrial do mês de maio em relação a abril, de 0,0% para 0,4%. O resultado de abril em relação março também foi revisto, de 0,2% para 0,5%, enquanto o de março em relação a fevereiro aumentou de 1,4% para 1,6%, bens intermediários de -0,7% para -0,5% em maio em relação a abril, fabricação de bens de consumo duráveis foi de 5,6% para 6,0% e produção de bens de consumo semi-duráveis e não duráveis de -1,4% para -1,3%.

*Formado em Ciências Contábeis, Gestão Pública, Pós Graduado em Direito Tributário e Legislação de Impostos, Pós Graduado em Educação Infantil, servidor público municipal desde 2000, professor na  Etec de São Sebastião desde 2009, coordenador de cursos técnicos da Etec de São Sebastião de 2009 a 2012, ocupou o cargo de Chefe da Divisão de Planejamento Econômico da Secretaria da Fazenda de São Sebastião de janeiro de 2005 a dezembro 2008.