Economia e Finanças



A coluna aborda de forma simples e direta assuntos de Economia importantes para o seu dia a dia. A coluna está a cargo da economista e professora universitária Tcharla Bragantin e do também professor universitário Juraci Marques, formado em Ciências Contábeis e pós graduado em Direito Tributário e Legislação de Impostos. 

Surgimento do Real e a nossa realidade atual

Postado em: 19/05/2016

Juraci Marques*

O real, é a moeda atual do Brasil.

Ela foi implantada durante o governo Itamar Franco, nesta época o ministro da fazenda era Fernando Henrique Cardoso.

Antes do surgimento do real, houve várias tentativas, mas fracassaram, também aconteceram diversas trocas de moedas, como por exemplo: réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, cruzeiro e cruzeiro real.

Há época, Fernando Henrique Cardoso elaborou um plano para controlar a inflação. Então foi criada a (URV) Unidade Real de Valor, na época uma URV correspondia a US$ 1. Neste período a URV passou a ser a referência para cálculo de preços. Quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente do Brasil, nasceu o real que estamos utilizando até os dias atuais.

Com o plano real foi possível conter a inflação que até então estava descontrolada. A nossa moeda atingiu sua cotação máxima em 31 de Março de 1995, neste dia R$ 1,00 chegou a valer US$ 1,20.

A sociedade apoiou o plano real, pois a nova moeda estava valorizada, naquele momento os trabalhadores não precisavam reivindicar aumentos salariais. O poder aquisitivo das pessoas estava elevado. Porém em janeiro de 1999, o regime cambial fixo do real acabou em decorrência da crise monetária.

Atualmente temos em circulação 2 famílias de moedas do real:

1ª emitida entre os anos de 1994 e 1997 em aço inoxidável; foi retirada de circulação a moeda de R$ 1,00;

2ª são as que estão em circulação e é composta por vários tipos de metal.

O que mudou de lá para hoje?

A inflação não está controlada e continua subindo.

Um dólar hoje não vale R$ 1,00, está girando em torno de R$ 3,50.

O poder aquisitivo da população a tempos vem caindo.

Não podemos afirmar que o valor de um determinado produto hoje será o mesmo no dia seguinte.

Na atual conjuntura da economia nacional e internacional, falarmos de finanças e economia nos dá arrepios, pois, Inflação alta = juros altos = preços altos, nós sentimos isso no bolso, principalmente quando vamos ao supermercado, a cada dia que se passa com o salário que recebemos conseguimos comprar menos.

Como exemplo, o tomate nosso de cada dia, que chegou a custar R$ 14,90 o Kg, vale lembrar que este mesmo produto custava de R$ 3,00 à R$ 4,00 o Kg, e hoje tem uma variação entre R$ 5,00 e R$ 8,00, depende muito do dia em que for ao supermercado.

Não está fácil para nós pouparmos o mínimo que seja, está faltando dinheiro até para nossas necessidades do dia a dia. E a culpa, é de quem? Do produtor? Do transportador? Do vendedor? Dos Governos em todas as esferas? Ou nossa, por aceitarmos tudo?

*Formado em Ciências Contábeis, Gestão Pública, Pós Graduado em Direito Tributário e Legislação de Impostos, Pós Graduado em Educação Infantil, servidor público municipal desde 2000, professor na  Etec de São Sebastião desde 2009, coordenador de cursos técnicos da Etec de São Sebastião de 2009 a 2012, ocupou o cargo de Chefe da Divisão de Planejamento Econômico da Secretaria da Fazenda de São Sebastião de janeiro de 2005 a dezembro 2008.